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Relacionamento Interpessoal Eficaz

DICAS PARA A LIDERANÇA EFETIVA

OUVIR

OUVIR!! Vocês já viram esta palavra em algum curso com certeza, mas eu vou REPETIR: É PRECISO OUVIR.

Feche os olhos e reflita COMO você ouve, procure relembrar o que você o fez nesses últimos três dias.

Você ouviu seu gerente afirmando, que o coordenador disse, que o técnico master "in off” reportou aos ouvidos dele, que o cliente gostaria muito de devolver o produto. Que estava nervoso, porque falou com o técnico x e este disse que o backup se perdeu...

O velho telefone sem fio. Que todo mundo sabe que deturpa a comunicação e apesar de saber, vive embarcando nas informações prestadas desta forma, vive julgando, analisando, criticando e o mais triste tomando decisões.


Para ouvir melhor...

Não tente resolver o problema objetivo imediatamente. Deixe-o em um canto do cérebro e reserve alguns momentos para refletir sobre as informações recebidas. Juntar fatos, construir indagações, perguntar, duvidar das palavras. Não dê respostas prontas.

O clima entre você e seu subordinado deve ser de qualidade, de confiança. Ele não irá até você relatar uma dificuldade, a menos que tenham uma relação de respeitabilidade um com o outro. Não de medo... É difícil errar para o chefe, mostrar fragilidade, mostrar algum desconhecimento. Se não se tem uma relação boa, perde-se a capacidade de se “despir”. De despir a alma. Sem o resgate da credibilidade mútua não há diálogo, há monólogo. Neste caso, ninguém ouve ninguém!

Conheça as limitações. As vezes, cometemos o erro de achar que os outros devem pensar com a mesma lógica, com o mesmo nível de percepção e/ou maturidade que nós pensamos. E esse é um dos grandes erros. Exigir de todos o mesmo nível de maturidade. Se achamos isto,  deduzimos que o outro deve saber decidir como nós sabemos. É importante saber a limitação das pessoas a nossa volta  para sabermos o tamanho da paciência que devemos ter. Pois, quanto menos maduro é o nosso subordinado mais tempo teremos que nos dedicar a ele no processo real de ensino-aprendizagem. Mais tempo teremos que dedicar a ouvi-lo. A natureza não ensina que precisamos regar a planta para ela crescer?

Mesmo que você saiba que o seu papel é delegar, é importante saber que delegar não é sinônimo de negligenciar, você tem que ter principalmente consciência do problema e consciência se dá, ouvindo.

Ouvir é um ato de entrega. Entrega à outra pessoa. Ouvir é dizer você é importante para mim pois, estou dedicando um pouco do meu tempo a você. É dizer que a vivência de suas experiências não são em vão pois, eu me interesso por elas. É dizer “você faz realmente parte deste barco, sem as suas remadas não chegaremos ao porto comum.”

Ouvir é ter empatia. É pela transcrição de um fato que você sente na pele o que outro sente, você se coloca no lugar dele e por isto se sensibiliza  E sensibilizar é decidir. A decisão vem sempre de uma sensibilização para o problema. É preciso sensibilizar-se e isto só acontece quando você OUVE, empatiza-se com o outro, compreende seu problema e o auxilia a descobrir a solução do problema. Seja pessoalmente, seja através de intermediários. No segundo caso, é só não se perder, não esquecer o problema. É importante dizer que auxiliar a resolver o problema é diferente de resolvê-lo. Se você dá o peixe, mas não ensina a pescar vai gastar um tempo enorme resolvendo problemas que poderiam ser resolvidos pelo outro. Ensine! Divida seu conhecimento!

Ouvir é ler os sinais. É ler o que não pode ser falado e tem que ser decifrado, o que está por trás de cada palavra. Ouvir em suma é sentir, é osmose de sentimentos.  E para que isto aconteça as pessoas tem que ter  uma pele transparente, lisa e suave e não várias, de cobra.

Crie momentos para ouvir. Temos que propiciá-los. Temos que atuar em nome dele. Temos que promover encontros. Em todas as culturas existem cerimônias. As cerimônias são momentos de encontro. Primeiro há o momento de reflexão e depois o momento de descontração. Que tal criar momentos de diálogo?

Para análise em simulações

Ele demonstrou estar se colocando no lugar do outro, compreendendo o problema?

Ele sensibilizou-se com o problema. “Sentiu” na pele a emoção do outro?

Ele soube comunicar com a devida atenção a emoção contida na fala do problema.

Soube criar um rapport adequado para fazer o outro (subordinado cliente) relaxar, desarmar a raiva, desarmar o medo e só assim falar tranqüilamente?

Esteve realmente atento ao problema. A conversa central não vagueou demais?

Soube ler os sinais de emoção na voz do seu interlocutor? Soube decifrar o subtexto do que estava sendo dito, o que estava por trás?

SER EXEMPLO

Não adianta querer comportamentos do outro que não espelhem o seu próprio comportamento. Você tem que ser o modelo. É o modelo que serve de início, de base. Você quer que o outro cumpra prazos, mas você não cumpre seus próprios horários, não dá os retornos aos subordinados no tempo combinado, não se comunica atentamente com ele. Com que cara vai exigir?

Não se iluda palavras não valem nada. Atitudes falam. Com muito mais força!!

SABER LIDAR COM OS ERROS DOS SUBORDINADOS

Quando estamos diante de um erro do outro que repercutiu no meu trabalho, que repercutiu na imagem que meus superiores tem de mim,  que repercutiu no meu eu, a tendência é ficar bravo, é não gostar, é congelar o momento e dizer “fulano é incompetente porque fez aquilo”.
A maneira com que você lida com os erros de seus subordinados afetará todas as atitudes dele com você! Este é o “momento da verdade” que identifica que tipo de líder você é. Este é a hora ou de criar confiança ou de destruí-la. Se você não controla seu impulso nervoso, se você não tem controle de sua raiva e de suas emoções, vai com certeza, descarregar no pobre coitado do seu subordinado. Temos sempre a tendência de jogar a responsabilidade no outro, na hora que as coisas não dão certo.
Cuidado, nessa hora, você pode transformar um “colaborador” em um “dificultador”.
Depois que sua raiva tiver passado, convide-o para uma conversa. Ouça. Depois reflita quais decisões foram equivocadas, quais atitudes não foram corretas e faça com que ele próprio compreenda a natureza de seu erro.
Para os superiores, ASSUMA o erro como seu. O erro da sua equipe é seu. Tudo que sua equipe fizer é responsabilidade sua. Não pague um mico em frente ao seu superior tentando justificar-se, colocando a culpa no outro. Pega mal para você.
O erro é uma informação valorosíssima do caminho a seguir
Como você lida com o erro do seu subordinado?

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